Não namorem a distância
Eu namoro a distância há três anos. Quer dizer, eu namoro há três anos, a distância acho que uns dois.
Como eu me enfiei nessa? Fazia faculdade em outra cidade quando conheci meu namorado, e estava tudo ótimo até o universo tentar acabar com a nossa existência através de uma crise sanitária. Por causa da pandemia de covid-19 eu acabei voltando para a casa dos meus pais e deixei meu namorado, e toda a minha vida social, em outra cidade.
Na verdade nem é tão distância assim. Tem pessoas que namoram gente de outro estado, de outro país. Malucos. Meu namorado mora há uma hora de carro, e sinceramente, pra mim tem sido MUITA coisa.
Não só pela frequência, mas pela qualidade dos nossos encontros. Atualmente parece que todo o tempo é pouco, porque o final de semana acaba e temos que voltar para nossas vidas. Eu sinto falta das pequenas e despretensiosas coisas: ir ao cinema em uma quarta-feira, tomar sorvete depois da aula, ficar em casa fazendo nada sem a pressão de olhar as horas passando e pensando que terei que ir embora em breve.
Nós compramos um apartamento para finalmente morarmos juntos. Mas, como toda pessoa pobre nesse país miserável, tivemos que comprar na planta parcelado em um milhão de vezes, já que não tínhamos dinheiro para pegar algo de imediato. Todo dia me pergunto se essa foi uma boa decisão. O gerente do banco provavelmente diria que $im.
Enfim, estou falando sobre isso porque hoje é um dos dias que a saudade quase me impede de respirar direito. As vezes tudo fica embaçado e eu não consigo dormir. Sei que ele fica assim também.
O que eu poderia fazer agora sobre isso? Essa é a pergunta que mais se passa na minha cabeça atualmente (junto com a pergunta acima, muitas coisas sobre esse assunto se passam na minha cabeça). Ainda não encontrei resposta.
Até a próxima loucura,
OBJM
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